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Indústria brasileira prevê perdas com novo status comercial da China

8 de novembro de 2016

O reconhecimento da China como economia de mercado a partir do ano que vem pode significar um prejuízo de R$ 410 bilhões à indústria brasileira no período de 2017 a 2020. Esse é o resultado de um estudo conduzido pela Barral M Jorge Consultores Associados (BMJ) a pedido do Instituto Aço Brasil. O setor siderúrgico é um dos mais afetados pela concorrência chinesa. Por isso, o Instituto pretende levar os dados ao governo federal.

Em 2001 a China foi aceita como membro da Organização Mundial do Comércio. Porém, para ser inserida no sistema de multilateral, o país teria 15 anos para fazer reformas em temas como subsídios, controle de preços, câmbio e investimentos. Isso porque os subsídios e intervencionismo estatal não permitiam uma avaliação realista da composição dos preços de exportação chineses. Até que se completassem os 15 anos, o protocolo de acesso à OMC permitia que demais membros do organismo multilateral utilizassem preços e custos de terceiros países como referência em investigações comerciais contra a China. Era um mecanismo para garantir que a concorrência fosse mais justa, até que as reformas fossem concretizadas.

A mudança de status na Organização Mundial do Comércio (OMC), a partir do ano que vem, dificultará a adoção de medidas de defesa comercial contra o país asiático, reduzindo a proteção à indústria brasileira. A dificuldade na apuração das margens antidumping terá impacto significativo de acordo com estudo da BMJ, e pode levar à inexistência de dumping ou à redução da sobretaxa aplicada aos chineses de tal forma que ela não será mais empecilho para as importações desses itens.

A estimativa da BMJ é que 856 mil postos de trabalho podem ser extintos em quatro anos. Outras consequências para a indústria brasileira seriam o forte aumento das importações da China, perda de produção, redução da receita com vendas, cortes em salários e fechamento de indústrias.

 

Leia a matéria do Estadão na íntegra.

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