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Jan 2017 | ano 2, ed. 2

17 de February de 2017

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2016 foi um ano intenso. Para todo o mundo, mas especialmente para o Brasil. Eventos sem precedência na trajetória democrática do País, a exemplo do impeachment de Dilma Rousseff e a deflagração de inúmeras investigações contra políticos e demais autoridades públicas, contribuíram para que 2016 entrasse para os anais como um passo fora da cadência.

Protestos contra e a favor da impugnação da então presidente Dilma Rousseff levaram milhares às ruas. Apesar de ser um processo traumático, a forma como as instituições e a população lidaram com o impeachment demonstra a maturidade da democracia brasileira. Judiciário, Legislativo e Executivo se comportaram de acordo com suas competências e responsabilidades e o processo foi concluído sem grandes problemas. A crise política ocasionada pela falta de diálogo entre Executivo e Legislativo está solucionada. Entretanto, a instabilidade política derivada das operações que investigam escândalos de corrupção e afetam diversos políticos marcou o cenário econômico em 2016.

A população foi diretamente afetada, vendo a máquina pública paralisada boa parte do ano, o que estagnou a implementação de medidas econômicas para recuperação fiscal do País. A economia brasileira terminou o ano de 2015 com uma retração de 3,8% do PIB com relação a 2014, e as estimativas são que 2016 se encerre com uma queda de 3,43%. A contínua queda nos investimentos derrubou as estimativas de crescimento para 2016 e para 2017, e, ao que tudo indica, a economia brasileira se recuperará, mas em um ritmo mais lento do que o previsto originalmente.  Embora não tenhamos eleições previstas para 2017, o que significa, na teoria, que o Congresso Nacional poderá funcionar sem grandes interrupções, as investigações contra políticos devem afetar a agenda de votações no Congresso e os programas planejados pelo governo.

No plano internacional, eventos locais nunca tiveram tanto impacto global. A decisão do Brexit, a eleição de Trump nos Estados Unidos, e o fortalecimento de partidos nacionalistas colocaram no centro das discussões o processo de globalização em curso desde a década de 90. Em um momento em que diversos acordos para redução de barreiras comerciais são negociados, a população mundial dá um claro sinal de que não está contente com o status quo e com o rumo que a política está tomando. A posição que se coloca é de que uma mudança, ainda que incerta, seria melhor do que a continuidade da atual política. O cenário traz riscos e oportunidades para o Brasil e para a América Latina. Há sinais de que a região buscará maior abertura e diversificação de parceiros, por exemplo, enquanto a Parceria Transpacífico (TTP) e o Tratado Transatlântico (TTIP) serão deixados de lado caso se confirme a intenção de Trump de encerrar as negociações.

Terminado o ano de 2016, preparamos essa edição do Boletim BMJ com algumas das perspectivas para o Brasil em 2017. As análises apresentadas são uma degustação do estudo “Brasil Outlook 2017” elaborado por consultores multidisciplinares da BMJ. Se você tiver interesse nos dados completos e setoriais, entre em contato conosco!

BOA LEITURA!

CATEGORIA:

Press office